Será que programas educacionais nas escolas podem ajudar a prevenir casos de abuso sexual infantil?

Embora muitos programas desse tipo tenham sido implementados desde a década de 80, é preciso avaliar periodicamente essas intervenções para saber se elas estão mesmo funcionando.

 Por isso, uma revisão Cochrane avaliou  se esses programas são eficazes para melhorar comportamentos protetores entre os estudantes e também melhorar os conhecimentos deles sobre como prevenir o abuso sexual . Porém, era preciso também avaliar se esses mesmos programas tinham efeito duradouro e se aumentavam o número de denúncias por abuso feitas pelas crianças.

 A revisão incluiu 24 estudos que envolveram quase 6 mil crianças do ensino fundamental e médio em escolas nos Estados Unidos, Canadá, China, Alemanha, Espanha, Taiwan e Turquia. A duração das intervenções variou de uma única sessão de 45 minutos até oito sessões de 20 minutos em dias consecutivos.

Nesses estudos, as crianças aprendiam diversas coisas como por exemplo regras de segurança, noções de posse do próprio corpo e das suas partes íntimas, os diferentes tipos de toques que existem e sobre manter segredo versus contar o que aconteceu para alguém.

  A boa notícia é que, em geral, os programas foram eficazes. E mais: há evidências de que o conhecimento das crianças não se perde com o tempo, mas para confirmar isso é necessário fazer mais pesquisas com acompanhamento mais prolongado. A participação nos programas não produziu aumento ou diminuição da ansiedade ou medo nas crianças, no entanto, é necessário monitorar continuamente os efeitos positivos e negativos, no curto e no longo prazo.  

O resumo desta tradução você encontra no endereço http://www.cochrane.org/pt/CD004380/programas-educacionais-escolares-para-prevencao-do-abuso-sexual-infantil